quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Jürgen Habermas, Platão e Aristóteles

Filosofia

Jürgen Habermas

Habermas era um cara muito correto, pelo que aparenta em seu pensamento.
Ele se colocava contra a RAZÃO ILUMINISTA, porque esta era INSTRUMENTAL E MONOLÓGICA e apoiava a RAZÃO EMANCIPADORA como uma que fosse CONSENSUAL E DIALÓGICA (ou DUALÓGICA).
O fato da RAZÃO ter sido corrompida está na parte "MONOLÓGICA" >> Isso significa apenas uma perspectiva; apenas um ponto de vista; existe apenas uma explicação e ponto final, não é possível questionar. Habermas não gostava disso.
A solução, segundo ele, devia vir com uma RAZÃO "CONSENSUAL" >> Que estabelecesse um CONSENSO (um meio-termo; um resultado bom para ambas as partes) e "DIALÓGICA" (baseada no diálogo, na tolerância, no debate) para que fosse possível atingir uma solução legal e que fosse benéfica a todos.
Esse bom senhor também fala do poder do povo e a força de sua união, pela expressão "ESFERA PÚBLICA" e valoriza a "DEMOCRACIA DELIBERATIVA", onde o povo teria voz.

Platão

É um velhinho meio caduco, porque ele fala uma coisa alí, mas fala outra alí.
No livro "Fedro", ele fala que a arte é boa, DIVINO ENTUSIASMO, que ajuda o homem a buscar o que é BELO e BOM.
Mas no livro "República", ele fala que a arte é apenas MIMESIS (mímica, em tradução literal), uma imitação da realidade que transmite apenas as aparências do mundo sensível e que, consequentemente, afasta o homem da verdade e o corrompe ainda mais.
De qualquer modo, vamos considerar a ARTE COMO MÁ e apenas IMITATIVA, para Pratão.
A poesia é inferior à filosofia, porque a poesia não explica o que transmite.
A tragédia e a comédia (gêneros artísticos poéticos e teatrais) são ruins, por conseguinte.
A única forma de arte considerada boa sempre por esse bom senhor é a MÚSICA, que tem características EDUCATIVAS.

Aristóteles

É um velhinho também, mas desta vez não é caduco. Ele tem sempre a mesma opinião sobre a arte.
Para ele, a ARTE É BOA pois tem as funções PEDAGÓGICA e CATÁRTICA.
PEDAGÓGICA, pois pode trazer ensinamentos e educar o homem.
CATÁRTICA, pois ajuda o homem a liberar suas emoções e sentimentos, purificando sua alma (Lembrem da música Extravasa, da poeta brasileira Claudia Leitte - sem lactose).
Ele divide a ARTE em duas vertentes >> MECÂNICA (ARTESANATO) e IMITATIVA (BELAS-ARTES). Entretanto, nesse caso, ser IMITATIVO não é ser ruim (Para Platão seria, mas para Aristóteles não). Todos os tipos de arte são bem vindos aqui, pois ajudam a descarregar as paixões sem precisar viver o momento, basta olhar para uma representação deste em uma pintura ou escultura.



domingo, 13 de novembro de 2016

Os Contratualistas, Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau

Os Contratualistas

Acreditam que a Sociedade surge por meio de um Pacto/Contrato Tácito (espontâneo, implícito) entre os habitantes.
São jusnaturalistas, ou seja, acreditam que os homens já nascem com direitos naturais.
São modernos, portanto, analisam a Política com base na razão e deixam a teologia de lado, assim como vão contra o Absolutismo (com exceção de Hobbes).

Thomas Hobbes

Apoia o Absolutismo (mas o líder não pode atentar contra a vida dos súditos)
No Estado de Natureza, o homem é mau e egoísta, portanto, a Sociedade Civil surge para evitar a morte violenta e acaba garantindo a paz, a segurança, assim como os Direitos Naturais >> VIDA e LIBERDADE.
Pessoas abdicam de parte da liberdade para "entrarem" na Sociedade.

John Locke

Apoia o Liberalismo, é Capitalista, curte marca boa e grife de perfume, não gosta que o Estado se meta na economia.
No Estado de Natureza, o homem não é tão ruim, mas todos acham que podem julgar o que quiserem. BASEADO nisso, o Estado surge para arbitrar os possíveis conflitos e, consequentemente, garantir os direitos naturais >> VIDA, LIBERDADE e PROPRIEDADE PRIVADA, assim como a segurança e a paz.
Permite o direito à rebelião, caso o líder esteja de palhaçada.

Jean-Jacques Rousseau

É o mais diferente dos três e é meio doente porque fala de ideias "socialistas".
No Estado de Natureza, o homem é bom (bom selvagem), mas quando a propriedade privada chega, este é corrompido. Há então a necessidade de romper com esse contrato e criar um novo, que estabeleça a verdadeira justiça e resgate a bondade natural.
Apesar de reconhecer a existência de um governo, pra ele, o líder é um babaca quase sem poder, pois o povo é extremamente soberano. O que importa é a VONTADE GERAL >> que visa o bem coletivo. O povo deve participar da política por meio de assembleias diretas. O governante deve ser trocado de tempos em tempos.

Nicolau Maquiavel

Política Moderna >> Arte de conquistar e manter o poder

Nicolau Maquiavel

Descreve o cenário político da época e estabelece "regras" para um governante permanecer no poder.
Apoia o Absolutismo e a Centralização do poder nas mãos do "Príncipe".
4 principais pontos:
- "Os fins justificam os meios" >> Não importa as maneiras a serem usadas para chegar ao objetivo, contanto que este valha a pena.
- Fortuna e Virtú >> Fortuna é um momento propício/oportuno, uma janela de oportunidade, um período de sorte /// Virtú é a capacidade do governante de saber perceber e aproveitar a Fortuna.
- Leão e Raposa >> O governante deve ser forte e ter o espírito de liderança de um Leão ao passo que também seja esperto e ágil como uma raposa.
- É preferível que o líder seja Temido a que seja Amado, pois os súditos respeitam mais a quem temem do que a quem respeitam.