Filosofia e Sociologia
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Jürgen Habermas, Platão e Aristóteles
domingo, 13 de novembro de 2016
Os Contratualistas, Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau
Os Contratualistas
Acreditam que a Sociedade surge por meio de um Pacto/Contrato Tácito (espontâneo, implícito) entre os habitantes.
São jusnaturalistas, ou seja, acreditam que os homens já nascem com direitos naturais.
São modernos, portanto, analisam a Política com base na razão e deixam a teologia de lado, assim como vão contra o Absolutismo (com exceção de Hobbes).
Thomas Hobbes
Apoia o Absolutismo (mas o líder não pode atentar contra a vida dos súditos)
No Estado de Natureza, o homem é mau e egoísta, portanto, a Sociedade Civil surge para evitar a morte violenta e acaba garantindo a paz, a segurança, assim como os Direitos Naturais >> VIDA e LIBERDADE.
Pessoas abdicam de parte da liberdade para "entrarem" na Sociedade.
John Locke
Apoia o Liberalismo, é Capitalista, curte marca boa e grife de perfume, não gosta que o Estado se meta na economia.
No Estado de Natureza, o homem não é tão ruim, mas todos acham que podem julgar o que quiserem. BASEADO nisso, o Estado surge para arbitrar os possíveis conflitos e, consequentemente, garantir os direitos naturais >> VIDA, LIBERDADE e PROPRIEDADE PRIVADA, assim como a segurança e a paz.
Permite o direito à rebelião, caso o líder esteja de palhaçada.
Jean-Jacques Rousseau
É o mais diferente dos três e é meio doente porque fala de ideias "socialistas".
No Estado de Natureza, o homem é bom (bom selvagem), mas quando a propriedade privada chega, este é corrompido. Há então a necessidade de romper com esse contrato e criar um novo, que estabeleça a verdadeira justiça e resgate a bondade natural.
Apesar de reconhecer a existência de um governo, pra ele, o líder é um babaca quase sem poder, pois o povo é extremamente soberano. O que importa é a VONTADE GERAL >> que visa o bem coletivo. O povo deve participar da política por meio de assembleias diretas. O governante deve ser trocado de tempos em tempos.
Nicolau Maquiavel
Política Moderna >> Arte de conquistar e manter o poder
Nicolau Maquiavel
Descreve o cenário político da época e estabelece "regras" para um governante permanecer no poder.
Apoia o Absolutismo e a Centralização do poder nas mãos do "Príncipe".
4 principais pontos:
- "Os fins justificam os meios" >> Não importa as maneiras a serem usadas para chegar ao objetivo, contanto que este valha a pena.
- Fortuna e Virtú >> Fortuna é um momento propício/oportuno, uma janela de oportunidade, um período de sorte /// Virtú é a capacidade do governante de saber perceber e aproveitar a Fortuna.
- Leão e Raposa >> O governante deve ser forte e ter o espírito de liderança de um Leão ao passo que também seja esperto e ágil como uma raposa.
- É preferível que o líder seja Temido a que seja Amado, pois os súditos respeitam mais a quem temem do que a quem respeitam.
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Sociologia
Sociologia do Brasil
1ª Fase - Geração de 1930
O foco era apenas no estudo e no reconhecimento da identidade do povo brasileiro. Ou seja, os sociólogos fizeram trabalhos sobre a origem das pessoas que habitavam nosso país e demonstraram alguns dados em suas teorias. Tais análises iam desde as raízes e ascendências até o comportamento social.
Sérgio Buarque de Holanda - Dizia que o povo brasileiro era cordial e emocional
Caio Prado Jr. - Era Marxista ;) e expunha a luta das classes que compunham a população brasileira.
Gilberto Freyre - Falava da miscigenação étnica no brasil; escravos, imigrantes, índios...
2ª Fase
Agora, não havia apenas estudos, mas também um trabalho prático. A chamada Escola Paulista ou "Sociologia Militante" tinha função de reconhecer as desigualdades sociais do país por meio de uma análise social e agir para melhorar tais pontos.
Florestan Fernandes e Darcy Ribeiro eram políticos de esquerda ;), que apoiavam o comunismo (distribuição igual/comum de recursos) e investimentos em educação de base para mudar a realidade social.
É todo tipo de transformação humana da natureza. Ocasiona, em alguns casos, uma transformação social, uma vez que altera o ambiente original, tornando a natureza artificial.
Sociedades Indígenas - Sociedades da Abundância (possuem matéria-prima em larga escala e ao alcance) // Sociedades do Lazer (não possuem obrigação ou norma que os force a trabalhar periodicamente). Não separam a hora de trabalhar e a hora do lazer, uma vez que podem tanto trabalhar quanto ter seu lazer a hora que quiserem; não são delimitados por regras, trabalham por necessidade.
Sociedades Escravistas - Nestas, o trabalho é totalmente baseado na escravidão, a qual trata o "trabalhador" apenas como mercadoria e fonte de renda, podendo esse ser vendido ou trocado sem maiores problemas.
Sociedades Feudais - Aqui, o trabalho se dá no regime da servidão (dono das terras cede parte delas para seu servo), onde o servo paga ao dono trabalhando em troca de comida, abrigo e proteção. Nesse caso, porém, o servo não é uma mercadoria e tem seus direitos.
Sociedades Capitalistas - O trabalho é valorizado pois é realizado visando o lucro e a acumulação de capital.
Métodos que aprimoraram a produção nas fábricas; surgidos com a melhoria na industrialização no começo do Século XX.
Taylorismo (1911)
É um modo de produção industrial no qual a produção e os lucros são aumentados, enquanto os custos são reduzidos. Isso se dá por: aumento da divisão do trabalho e da especialização do trabalhador (cada funcionário passa a ter sua função na produção de determinado produto); economia de matéria-prima e mão de obra; corte de gastos; controle dos tempos e movimentos. Nesse tipo de produção, o trabalhador vai até a máquina (pois ainda não há esteiras de rolagem).
Fordismo (1913)
É um aperfeiçoamento do Taylorismo, porém, aqui, a máquina vai até o trabalhador (há a implantação das esteiras rolantes, que trazem o produto até o funcionário). A produção também é um pouco diferente: era uma época de grande prosperidade nos EUA, havia demanda e as fábricas estavam a todo vapor; com o uso da linha de montagem, os carros eram produzidos sem parar e guardados em estoque (produção em massa); eram sempre iguais e não havia flexibilidade na produção (produção rígida). Nesse modo, o trabalhador era ainda mais alienado e a divisão do trabalho ainda mais intensa. A técnica ocasionou, no entanto, a Crise de 1929: havia muitos produtos e pouca demanda.
Toyotismo (Pós Second War)
Não havia mercado consumidor e os países estavam se reerguendo. A produção, então, passou a ser sob-demanda (just-in-time), extremamente flexível, com trabalhador polivalente (apto a trabalhar em mais de uma parte do processo), há uma valorização um pouco maior do trabalhador. Terceirização ou automação também pode ser utilizada na produção.
Movimentos Sociais
Ações COLETIVAS, que LUTAM por MUDANÇA ou CONSERVAÇÃO social que beneficie o GRUPO.
Ações coletivas (de um grupo para um grupo)
Luta (oposição a algo vigente)
Mudança ou Conservação (de acordo com a situação)
Tipos:
Reivindicatórios - geralmente, querem mudanças e se acabam naturalmente quando esta é atendida. Ex.: "Queremos asfalto na Rua da Jabiraca"
Políticos - querem mudança na lei. Ex.: "Eleições Diretas Já!"
de Classe - são realizados por pessoas de mesma classe social ou condição econômica. Ex.: Sindicatos de Trabalhadores
Minorias - grupos oprimidos. Ex.: Homossexuais
Ética
Ética
Parte da filosofia ligada ao estudo dos motivos das ações humanas que visam o bem do indivíduo.
Pode ser entendida como um conjunto de hábitos, costumes ou até mesmo como o temperamento/caráter que leva alguém a praticar tal ação.
Ética & Moral
Têm significados relacionados, porém, ambas se diferem. A Ética é a parte teórica do estudo; são os dados que vem da reflexão sobre as ações e sobre o comportamento humano. A Moral é a parte prática; são as regras usadas no cotidiano por cada pessoa para determinar o que é bom ou mau. Portanto, pode-se dizer que a Ética é uma reflexão sobre a Moral.
Ética dos Sofistas
Os Sofistas eram safadinhos mercenários com ideias revolucionárias.
Os Sofistas eram, geralmente, estudiosos e professores que ficaram mal vistos pela sociedade porque tinham pensamentos diferentes e cobravam para ensinar. Quanto à ética, eles pregavam que, para ser feliz, o homem deve usufruir de seus prazeres, do poder e da riqueza. Eles também afirmavam que o bem e a verdade não tinham fundamento, eram apenas convenções (relativismo moral).
Ética de Sócrates
Sócrates era um parzero massa que pensava sempre no bem do bando.
Ele estudou com os Sofistas mas divergiu seu pensamento e se separou do grupo. Ele não concordava que o bem era apenas uma convenção; dizia que o bem tem uma essência. Ele também ia contra quando dizia que o homem deve conter suas paixões, ou seja, não apoiava a afirmação sofista de que o homem tem que desfrutar da riqueza para ser feliz. Segundo ele, a essência do homem/de sua alma/de sua razão é a busca do BEM, do BELO e do VERDADEIRO. Para ser ético, basta praticar o bem ("Quem conhece o bem, pratica o bem. Só não o faz, quem o ignora") e ser bondoso.